Sorvete de milho

Isso foi no ano passado e eu não me lembro exatamente da receita. Mas a foto é boa, a história também e o trabalho foi grande (por causa da quantidade e não da dificuldade), então é justo manter a foto, ainda que pela memória.

Estávamos em Uberlândia “comemorando” o Carnaval, ou seja, não estávamos no Carnaval, porque lá praticamente não tinha (até onde apuramos). Na verdade, nós levamos os sobrinhos numa praça que tinha um pessoal fazendo uma batucada perto do meio-dia da terça-feira. E tinha uma feirinha também. Deste modo nós, digamos, saudamos o Carnaval, só para não passar batido. Os pequenos se divertiram correndo feito uns loucos, como sempre.

Fato é que, minha cunhada tinha ganhado (não me lembro muito bem por que, mas era uma demonstração de gratidão por algum fato pregresso) uma enorme sacola com produtos do sítio de um cara que, se não me engano, se chamava Belchior e trabalhava como técnico de laboratório na UFU. Era uma sacola enorme que tinha um monte quiabos (também enormes e perfeitos), feijão verde (com o qual fizemos uma salada deliciosa) e uma profusão de espigas de milho verde, grandes e robustas. E foi delas que nós fizemos o nosso sorvete.

Os ingredientes para o sorvete são milho verde (batido no liquidificador), leite condensado (acho que foram umas duas caixas, talvez mais), a mesma quantidade de creme de leite e um tanto de leite.

Bom, depois de cortar todas as sementes, o que deu um trabalhinho, batemos no liquidificador (em etapas, dada a quantidade) e depois foi tudo para a panela onde isso ficou cozinhando por um bom tempo (mais de meia hora), sempre mexendo, até assumir a consistência de um mingau. (Mingau que, por alguma razão, demandava provas constantes dos pequenos habitantes da casa.) Daí foi para a máquina de fazer sorvete e pronto. Servimos com cravo e canela em pó (como o da foto). O importante é que, claro, estava maravilhoso. Sorvete de puro milho, do sítio, caseiro, sem lero-lero. Fez a nossa alegria e a dos meninos, naquele calor infernal no nosso carnaval caseiro.

Ver essa foto dá uma saudade de fazer sorvete naquela casa, dos meninos e do Paulo e da Clarissa.

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GuGomes • 22/04/2015


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