Piperrada basca

Ou quase basca. Descobri que faltou o verde na minha piperrada. E eu não tinha nem a salsa que salvou a da receita que serviu de inspiração. O lance é que a gente usou pimentão vermelho, mas tinha que ter usado verde, segundo a receita mais original, porque o prato tem que ter as cores da bandeira basca: vermelho (tomate), branco (cebola) e verde (pimentão). Mas isso nem importa Bandeira do País Bascomuito. O que importa é que é uma das coisas mais deliciosas que eu já comi. Pela foto parecia muito bom, mas depois de pronto é absolutamente surpreendente. Da próxima vez eu uso o pimentão verde.

Se bem que, pensando bem, dá uma olhada na foto. O verde ficou por conta do pesto da torrada. Então deu certo!

Eu vi essa receita numa matéria do BuzzFeed com 44 receitas francesas que alguém tem que experimentar. Truquei que isso era francês. Francês com esse monte de alho e pimenta? Truco! Era basco. Sente o drama.

Ingredientes:

  • 1 pimentão vermelho (demanda um pré-preparo que eu já explico); se quiser manter a tradição, pegue um verde.
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva
  • sal
  • 1/2 cebola grande fatiada em juliennes bem finas (ou seja, fatiada no sentido das camadas eu não na transversal)
  • 6 dentes de alho fatiados
  • 1/2 pimenta chipotle defumada em conserva triturada (ou de 1/2 a 1 colher de sopa de páprica picante defumada, que é o que pede a receita original)
  • 1/2 colher de sopa de páprica doce (era o que eu tinha, se tivesse mais eu colocaria pelo menos 1 colher)
  • 1 colher de sopa de pimentas (preta + rosa + jamaica) moídas
  • 2 colheres de chá de orégano
  • 1 colher de chá de noz-moscada
  • 1 lata de tomates pelados
  • 4 folhas de louro
  • 2 colheres de chá de açúcar mascavo
  • 2 ovos

1) Prepare o seu pimentão – isso é fundamental. Sabe aqueles garfões de churrasco? Pois então. Espete um desses no seu pimentão, pela tampa (onde tem o cabinho). Ligue a boca do fogão que tenha a chama mais alta. Não é necessariamente a boca mais larga; você quer a mais alta. Todo fogão é meio desregulado; a minha é a da frente do lado esquerdo. Agora queime o seu pimentão. Sem dó. Vá virando, fazendo o malabarismo que for para queimar toda a casca. Ele tem que ficar pretinho. Quando estiver bom, coloque numa tábua e descasque com uma faca de mesa. Não precisa ser muito criterioso porque se passar algum queimadinho isso ajuda no sabor defumado. Abra o pimentão, tire o cabo e um pouco da semente, corte-o pela metade e depois em fatias finas. Reserve.

2) Numa panela grande que tenha tampa, de preferência antiaderente, coloque o azeite com um pouco de sal e deixe esquentar um pouco. Aí refogue a cebola e o alho por alguns minutos, em fogo médio-baixo. Naquele sistema, até antes de queimar ou, como dizem, até um pouco depois de a cebola ficar transparente.

3) Acrescente os temperos (pápricas/chipotle, pimentas, orégano, noz-moscada) e misture bem, até sentir o cheiro deles (que é quando eles se abrem, dizem).

4) Coloque os tomates pelados com o seu molho e parta-os com a colher (mal partido mesmo). Adicione também o pimentão, as folhas de louro e o açúcar mascavo. Misture tudo muito bem e deixe cozinhando em fogo baixo com a panela tampada por cerca de 20 minutos. No final ele deve reduzir um pouco e ficar um molho grosso meio pastoso.

5) Abra dois buracos no molho e coloque os ovos. Tampe novamente a panela e deixe por mais uns 6 ou 7 minutos até a clara cozinhar. Você quer a gema meio mole.

Pronto! Sirva com pão torrado na chapa com um pouco de manteiga ou azeite. Nós tínhamos um pesto maravilhoso de ervas e aliche que veio bem a calhar com essas torradas. Eu só digo uma coisa. Faça isso que você não vai se arrepender. Já foi eleita a tapa principal aqui de casa. Comemos com um vinhozinho rosé com gelo porque, embora esteja chovendo (o que é ótimo), ainda tá calor.

Receitas

GuGomes • 27/01/2015


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